Entre o Luto e a Sobrevivência: O Impacto de “The Last of Us” e a Nova Aposta de Tensão da Netflix
O segundo episódio da nova temporada de “The Last of Us”, que foi ao ar na noite de domingo (20), conseguiu deixar o público da HBO em estado de choque absoluto. A brutalidade do enredo tomou conta das redes sociais rapidamente, com fãs expressando uma indignação coletiva. Um usuário questionou no X, antigo Twitter, a coragem dos produtores de assassinar Joel, vivido por Pedro Pascal, bem no domingo de Páscoa. Na mesma publicação, o internauta descreveu o personagem como um idoso pai de menina simpatizante da causa LGBT, mostrando o tom passional da recepção. A responsável por tirar a vida do protagonista é a militar Abby, interpretada por Kaitlyn Dever. Trata-se de uma vingança implacável pela morte do pai dela, que Joel assassinou na primeira temporada para conseguir salvar Ellie (Bella Ramsey). Quem já conhecia a história original dos videogames sabia o que estava por vir. Ainda assim, ver a cena ganhar vida na televisão causou uma comoção gigantesca.
Domínio nas redes e os próximos passos da trama
A repercussão dessa perda pesada foi instantânea e massiva. Durante a primeira hora após a transmissão, quase 400 mil postagens inundaram o X, fazendo com que o nome de Joel e de outros personagens da série tomassem conta das quatro primeiras posições nos assuntos mais comentados. Uma espectadora resumiu o sentimento geral afirmando estar completamente sem palavras. Enquanto os fãs digerem o baque, a HBO e a plataforma Max já preparam o terreno para o terceiro episódio, marcado para o próximo domingo (27), às 22h. O trailer divulgado recentemente mostra Ellie mergulhada no luto, preparando-se ativamente para buscar justiça com as próprias mãos. Ao todo, esta segunda leva terá sete episódios. O retorno da série na semana anterior já havia provado sua força ao atrair 5,3 milhões de espectadores. Dados da Nielsen apontam que essa audiência supera em 13% a estreia da produção original em 2023.
A ficção e a biologia real do Cordyceps
Todo o caos desse universo dramático se passa duas décadas após a civilização ruir por conta de uma pandemia letal. O grande vilão biológico é um fungo do gênero Cordyceps, capaz de infectar humanos e transformá-los em criaturas extremamente agressivas e assustadoras. A ironia é que a natureza fora das telas conta uma história completamente diferente. Longe da ficção, os fungos dessa espécie oferecem diversos benefícios reais à saúde humana. Eles possuem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e atuam como protetores do sistema nervoso. Algumas variações na vida real são tão raras e procuradas que o seu valor de mercado chega a ultrapassar o do próprio Bitcoin (BTC).
Uma nova aposta de sobrevivência na Netflix
Se o luto e o terror pós-apocalíptico da HBO testam o coração do público de um lado, a Netflix acaba de adicionar ao seu catálogo um suspense capaz de levar os instintos de sobrevivência ao limite. Até quem costuma dizer que não tem medo de altura acaba repensando essa afirmação depois de dar o play em “A Queda” (Fall). Lançado originalmente nos cinemas em 2022, o longa agora chegou ao streaming e é uma recomendação certeira para quem busca uma experiência física carregada de vertigem. O diretor foca em planos longos que evidenciam a distância assustadora até o chão, fazendo o estômago do espectador revirar a cada movimento em falso. Com uma continuação já em desenvolvimento, a obra prova não ser para os fracos de coração.